O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) chegou a R$ 9,03 trilhões em maio, alta de R$ 234,40 bilhões (2,66%) em relação a abril. A variação reflete emissão líquida de R$ 134,46 bilhões, somada a quase R$ 100 bilhões de apropriação de juros. Os dados constam do Relatório Mensal da Dívida (RMD), divulgado nesta sexta-feira (26/6) pelo Tesouro Nacional.
A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) cresceu 2,72% em maio e fechou o mês em R$ 8,692 trilhões. A Dívida Pública Federal externa (DPFe) avançou 1,37%, para R$ 340,49 bilhões.
Acesse o Relatório Mensal da Dívida Pública Federal (RMD) relativo a maio/2026
A parcela de títulos da DPF atrelada à taxa Selic variou de 48,59% para 48,99% entre abril e maio. A participação dos títulos prefixados subiu de 20,85% para 21,0%, abaixo do teto de 25% previsto no Plano Anual de Financiamento (PAF).
A parcela dos títulos indexados à inflação caiu de 26,76% para 26,26%, dentro do intervalo de 23% a 27% estabelecido no PAF. Já os papéis cambiais passaram de 3,80% para 3,75%, também dentro da margem prevista, de 3% a 7%.
A parcela da DPF com vencimento em 12 meses cresceu de 18,99% em abril para 20,26% em maio. No PAF de 2026, o intervalo previsto é de 18% a 22%.
O prazo médio da dívida recuou de 4,12 anos para 4,07 anos – os limites do PAF são de 3,8 a 4,2 anos para 2026. O custo médio acumulado em 12 meses da DPF aumentou de 12,22% ao ano em abril para 12,31% ao ano em maio.
Investidores estrangeiros
A participação dos investidores estrangeiros no estoque da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) diminuiu de 10,38% para 10,14% entre abril e maio. O estoque de papéis em posse de estrangeiros aumentou de R$ 878,65 bilhões para R$ 881,0 bilhões nesse período.
A maior participação no estoque da DPMFi continua concentrada nas instituições financeiras, com variação de 31,46% em abril para 31,54% em maio.
A parcela dos fundos de investimento recuou de 22,17% para 21,74%. Já a participação do grupo de previdência subiu de 22,32% para 22,92%. As seguradoras passaram de 3,35% para 3,39%.
Reserva de Liquidez da Dívida
A Reserva de Liquidez da Dívida alcançou R$ 1,211 trilhão em maio, alta de 10,90% em relação a R$ 1,092 trilhão registrado em abril. O resultado ficou acima do nível prudencial de cobertura de três meses, de R$ 587 bilhões.
Na comparação com maio de 2025, quando somava R$ 861,30 bilhões, a Reserva de Liquidez da Dívida aumentou 40,55% em termos nominais.
O resultado de maio reflete a capacidade de cobertura de mais de nove meses de vencimentos da dívida. “É uma situação bastante confortável do ponto de vista de reserva de liquidez”, analisou o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Helano Borges Dias.
Fonte: Ministério da Fazenda


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