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10/10/2018 - Empresas Familiares – Desenvolvimento e Profissionalização.

Empresas Familiares – Desenvolvimento e Profissionalização.

 

Empresas familiares, em um sentido amplo, são todas aquelas em que dois ou mais membros de uma família são proprietários e/ou trabalham no negócio. Apesar de serem vistas com preconceito por muitos, como se não fossem empresas sérias, estes negócios representam, no mínimo, dois terços de todas as empresas do mundo e impactam significativamente a economia, gerando empregos, impostos, soluções para a comunidade e fazem girar cadeias produtivas. 

Diferentemente do que muitos imaginam, empresas familiares não são apenas as micro e pequenas. Há grandes companhias nacionais e globais que são controladas por famílias e, quando profissionalizadas e bem geridas, costumam ter vantagens em relação às empresas não familiares, como agilidade e compromisso com resultados de médio e longo prazo. 

Os fundadores ou fundadoras imprimem ao empreendimento seus valores, aspirações e estilo de liderança e mesmo quando se afastam ou morrem esta essência continua viva e precisa ser reconhecida e respeitada pelos que atuam na organização. Empresas longevas conseguem preservar a essência enquanto implementam inovação e adequação aos novos tempos. Esta é uma forma de ter uma empresa madura e moderna, consistente e inovadora, cujos membros têm orgulho da história e ousadia saudável para crescer.

Como as empresas estão inseridas em um ambiente de negócio, em um ecossistema mais amplo, para serem sustentáveis precisam estabelecer relações ganha-ganha com as diversas partes interessadas. Entre estas, estão os proprietários e seus herdeiros, empregados, clientes, fornecedores, concorrentes e a comunidade. Um dos maiores desafios dos proprietários e gestores é a identificação do propósito comum, alinhamento de objetivos e gestão de conflitos. 

Um cuidado que deve-se ter, particularmente em momentos de mudança, como crescimento da família, entrada de novas gerações na empresa e situações de crises ou de reposicionamento no mercado, é com os conflitos. Empresas que se perdem nos conflitos internos perdem a perspectiva do mercado. E por falar em mercado, este não aceita desculpas. O cliente espera ser atendido com profissionalismo, exige qualidade e eficiência.  

Um passo importante para qualquer processo de mudança é primeiramente dizer sim para a história da empresa, agradecer e honrar o passado, seja do produto, do profissional ou do departamento que será mexido, de algum modo. Na sequência, desenhar como será o futuro, o que será mantido e o que mudará, quais os passos para chegar lá, como as pessoas serão preparadas para assumir os novos papéis e revisar os acordos. O processo de desenvolvimento e profissionalização de empresas familiares pode ser facilitado por um consultor qualificado. Também é importante estruturar o plano de sucessão, tanto na esfera da propriedade quanto na da gestão.

O êxito na sucessão vem de um posicionamento humilde e responsável, de quem sai e de quem entra. A sucessão não é um evento e sim um processo. Um exemplo disso é quando a primeira geração para o bastão para a segunda. Neste caso, a colaboração é fundamental, assim como a consciência de que os sucessores não costumam ter, nem precisam, o mesmo perfil dos fundadores.

Se tiverem legitimidade e competência para gerir o negócio, comprometimento com a sua continuidade e propósito e ganharem a confiança e apoio dos seus parceiros internos e do mercado, os sucessores já terão grandes chances de êxito.

 

Regina Barreto – consultora empresarial e coach.

regina@reginabarreto.com.br

 

 

 


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