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20/07/2018 - OS EFEITOS DA TAXAS DE INFLAÇÃO E DOS INDICES DE PREÇOS

 Finanças

 

OS EFEITOS DA TAXAS DE INFLAÇÃO E DOS INDICES DE PREÇOS

Os efeitos da inflação: A depreciação criou uma completa insegurança jurídica, impedindo a realização de todos os contratos a longo prazo e prejudicando o próprio desenvolvimento do País. Uma reação se impunha e pode-se afirmar que a correção monetária conseguiu garantir a estabilidade jurídica numa fase de inflação galopante, tendo, outrossim, incontestável justificação moral e econômica.

A moeda sempre preencheu duas funções básicas lembradas pelos economistas. Era medida de valor e meio de pagamento. Continuando a ser meio de pagamento, a moeda foi perdendo as suas funções de denominador comum de valores, surgindo, assim, uma dissociação entre as suas finalidades. O nominalismo ferrenho teve de ser abandonado e o jurista se convenceu de que, através dos tempos, a moeda sofria variações.

Surgiu, assim, a correção monetária, como válvula de segurança, a fim de garantir a comutatividade nos contratos e permitir a projeção, no futuro, dos mais variados negócios jurídicos.

A correção monetária do valor monetário, também denominado revalorização dos créditos, é o resultado das variadas técnicas utilizadas pelo jurista, pelos tribunais ou pelo legislador, para adaptar as dividas às suas verdadeiras finalidades, diante de modificações circunstanciais que impossibilitem o funcionamento da moeda como medida de valor. Mantendo-se a unidade monetária como um meio de pagamento, recorre-se a outros elementos para reajustar o valor dos créditos.

Pois bem. O credor que vem exigir a restituição de seu capital, emprestado temporariamente ao devedor, deseja não apenas a devolução integral na mesma espécie, qualidade e quantidade, mas também os frutos ou respectiva remuneração e eventual pena convencional.

O uso de indexadores permite a comparabilidade efetiva de valores em tempos diferentes, evitando distorções na interpretação dos fatores comparados. As metodologias de manipulação de índices e a comparabilidade de dados e de moedas é a tônica apresentada, de forma prática e objetiva.

È importante entender o significado de valores correntes ou nominais, especialmente quando se manuseiam ou analisam as demonstrações contábeis e financeiras, como por exemplo, balanço, fluxos de caixa e demonstrações de resultados.

O sistema de contabilização utilizado no Brasil é totalmente desindexado, ou seja, a contabilidade utilizando, a titulo de ilustração, soma os valores de receitas, pelo valor mensal e anual dessa conta.

Dessa forma contraria-se uma regra fundamental de finanças que estabelece que valores monetários sejam apenas comparáveis se estiverem no mesmo instante de tempo ou se estiveram expressos em moeda da mesma data.

Esta suposta “anomalia” do critério de contabilização poderá distorcer a análise dos dados apresentados, dependendo  do nível de inflação experimentado pela economia

Resumindo, transformando o total da Receita Operacional Bruta, pela média do IGP no ano 1993-Temos:

Receita Operacional Bruta de 1993 = R$63.53.239/3,3108=19.189.996,07 x 10,63= R $203.989.658,26

 

O analista deve estar ciente que o método de transformação em moeda forte, com a finalidade de análise, pode distorcer os dados. As transformações em dólar, embora sejam práticas correntes em empresas multinacionais, não pode ser levadas a serio. Porque essas análises foram realizadas transformando as contas diretamente na moeda do pais de origem da empresa multinacional.

Para finalizar no Brasil existem vários índices que servem para fazer analise comparativa e servem como indexadores da moeda, como podemos  citar o INPC –Restrito, IPCA-Amplo do IBGE, ICV/ IEESE, IPC/FIPE-USP, IGP-DI/FGV, IGP/FGV, que serve para calcular a perda do poder aquisitivo , o que significa a impossibilidade de comprar a mesma quantidade mercadoria, usando um mesmo valor em dinheiro após algum período de tempo.

ANTONIO LUIZ SIMÔES FLORIO

Economista-Corecom n.º10.839

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