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23/06/2016 - Responsabilidade Social: como você retribui o seu sucesso?

Responsabilidade Social: como você retribui o seu sucesso?
Presidente do CRCSP fala sobre a importância do voluntariado para as entidades, as empresas e os profissionais
 
 Gildo Freire de Araújo
Sempre ouvimos falar sobre realização profissional, conquistas, méritos, envolvimento, capacitação.
Mas como esse desenvolvimento nas empresas pode ser possível sem uma sociedade mais igualitária, sem distinções e com proteção de direitos para todos os seres humanos?
A educação para a cidadania exige o envolvimento de todos – empresas, gestores, colaboradores voluntários e comunidade – e o desejo de ajudar, sem analisar a quem, sem preconceitos.
Para muitas empresas, engajar seu público interno em ações de voluntariado ainda é um grande desafio a ser enfrentado. No entanto, isso é possível, quando os gestores deixam claro o que se pretende, aonde quer chegar, quais são os objetivos e quais serão os aprendizados daqueles que participarem.
Uma boa avaliação na hora de decidir colocar em prática uma ação social deve ser feita considerando os seguintes pontos:
Quais tipos de ações serão realizadas pelos voluntários?
Quais as causas da atuação?
Haverá formação de um comitê para o programa?
Que área da empresa será responsável pelo projeto?
Os colaboradores serão liberados no horário de trabalho para a prática do voluntariado?
Qual será o público atendido?
Qual é o investimento disponível para as ações?
Será necessário desenvolver competências para a implantação do projeto?
Ter essas respostas é o primeiro passo. Em uma segunda etapa, é necessário avaliar as expectativas e as necessidades dos dois públicos: o interno, que realizará a ação e o externo, que será beneficiado. 
As ações voluntárias precisam fazer sentido para as empresas, estando alinhadas a sua política de atuação. Precisam também estar dentro da capacidade de realização dos profissionais voluntários. O foco evita frustrar as expectativas de ambas as partes, de quem ajudará e de quem será ajudado.
Um critério facilitador para as empresas é realizar ações sociais em prol de entidades assistenciais localizadas em seu entorno, no município ou nas comunidades vizinhas, próximas da região onde a organização está instalada.
É necessário conhecer profundamente o trabalho que as organizações (Organizações da Sociedade Civil – OSCs) realizam e acompanhar os resultados, o que é mais viável a partir dessa proximidade entre a empresa e o projeto e/ou a instituição. Ter acesso aos resultados, aliás, é a parte mais gratificante para os voluntários.
O papel do profissional responsável pela condução das ações é direcionar os voluntários rumo ao cumprimento dos objetivos pré-definidos. Um bom planejamento evita que ações não sejam concluídas ou não tenham qualidade.
A comunicação clara de que o trabalho voluntário está relacionado às estratégias da empresa e de que trará benefícios para todos os envolvidos é essencial para conquistar o engajamento dos colaboradores.
O engajamento dos futuros voluntários também está relacionado à conscientização de que a Responsabilidade Social é uma das mais importantes formas de retribuir para a sociedade o sucesso alcançado. Com o voluntariado, essa retribuição é feita em forma de humildade e solidária.
*Presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo (CRCSP).
 

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